sábado, maio 27, 2006

”eh pá... até estes gajos vão à nossa frente... eh pá...”



Olá pessoal, meus amigos irmões... estou de volta ao nosso querido país, este padaço de terra à beira-mar plantado! Bem... quero eu dizer... mar, mais ou menos... porque se isto continua assim vamos ter outra coisa que não é mar, mas uma pocilga qualquer. O que eu quero dizer é simplesmente o seguinte: 75% dos esgotos urbanos lançados ao Tejo NÃO são tratados e no Douro esse valor sobe aos 86%. Isto, meus amigos, é uma merda. E como diria o Viana, "Literalmente!"
E isto num país que quer ter na aposta séria no turismo uma fonte de rendimentos... a meu ver este não é o caminho correcto. Não me parece que os gajos cheios de guito por essa Europa fora queiram vir banhar-se numa pocilga qualquer. A menos que exista uma dessas novas descobertas científicas que dizem que a merda faz bem aos olhos ou à potência sexual dos velhotes. Enfim, não me parece ser este o rumo a seguir para se atrair os Camones para deixarem aqui uns cobres. Isto como está não é bem turismo, é mais uma esmolinha.

Pois é, regressei à quase uma quinzena de dias, e quando se regressa de fora tem-se sempre outra visão, reparam-se em coisas que normalmente não se reparam no quotidiano. E não vim de uma país ultra desenvolvido, vim de uma ilha grega que mais parece ser habitada por uns quaisquer bando de desditosos piratas. Aquilo não é propriamente um caso exemplar. Exemplar é como eles levam para lá os turistas apesar de todos os seus defeitos, e nós ficamos a chupar no dedo. Ó pá é que aquilo é mesmo revoltante: uns gajos todos feiosos, barbudos mal aparados, conduzem motas e daquelas lambretas todas fodidas em contramão e sem qualquer respeito por sinais de trânsito... com um inglês que compete com o do Mestre Yoda e com uma tendência para a vigarice que é por demais... enfim, se isto já não é do meu agrado, o pior é inteirar-me que


"eh pá... até estes gajos vão à nossa frente... eh pá...”

Se aqueles gajos não têm, definitivamente, um sentido de organização e de sociedade desenvolvida, e nós vamos atrás deles, qualquer coisa se passa. Para estarmos atrás daqueles tinhosos piratas, com tendência para a vigarice e sem qualquer respeito pelas regras de comportamento social (ó pá não são uns selvagens fodidos tipo, sei lá, as nossas estimadas forças policiais que, mais uma vez, vêm referenciadas no relatório anual da amnistia internacional por recorrerem excessivamente à força descabida e utilizarem armas de fogo despropositadamente) mas salta à vista para um país europeu da União Europeia) temos nós que ter, por esse país fora, também muitos tinhosos piratas, com tendência para a vigarice e sem qualquer respeito pelas regras de comportamento social. Se andam mais dissimulados do que por lá e vestem peles de cordeiro, não sei, ou se estão todos enfiados num buraco tipo aquele da série dos perdidos, também não sei, mas andam aí. Senão, não consigo explicar os 72,9% do PIB português comparativamente à média europeia (média da UE25=100%) e, meus caros, os 57,4% que a região norte de Portugal obteve, que é o pior resultado de uma região se não contarmos com os novos países do alargamento. É contra estes tinhosos piratas que me insurjo agora, estes piratas que andaram (e andam...) a meter ao bolso os fundos tão ultimamente chorados à União Europeia, e mais as cotas de pesca... enfim, não sei para que quer um país de piratas cotas de pesca.


Se os piratas pescassem...



Para quem leu os meus artigos postados no meu outro belogue acerca dos cipriotas, percebe mais ou menos de que raça falo quando me refiro aos “Cipriotas”. Pois é...

Ò Viana, tu conhece-los como eu...e...

”eh pá... até estes gajos vão à nossa frente... eh pá...”

Os tugas arrecadam os 72,9%, e os Cipriotas saem-se com 79,9%. Não quero citar mais casos, porque poderia parecer que tenho alguma coisa contra certos países, o que não é de todo verdade.


Simplesmente faço estas comparações para expor o ridículo a que se chegou. Um país sem classe média, em que um gajo se vê fodido para comprar uns brinqueditos como um i-Pod ou caralho, que sendo uma coisa normal lá por fora é um luxo por estas bandas. É isto que quero referir. Estar-me-ia eu a cagar pós 72,9% ou o défice de oito e picos, mas o que é certo é que isto indica a qualidade de vida do povo... ó pá, fico triste com isto. E mais triste fico por não ver nada a ser feito no que concerne a isto.
E, como sabem, ficar triste não é solução para nada. Estes tinhosos piratas estão-se a cagar pa tristeza da gentalha, e é por isso que de momento só me apetece dar o salto. Saltar deste barco de tinhosos piratas.






Bem... tudo isto para dizer que estou de volta, e que curti de caralho mesmo a minha (curta) estadia por terras gregas. Estou por cá, na maioria do meu tempo na nossa estimada escolinha de engenharia, à beira dos outros meninos. Estou muitas vezes por lá à noite, a fazer o projecto com o amigo Viana, mas como não são horas de aulas, são horas de recreio. Nas escolinhas é assim. É por isso que estão por lá os outros meninos de eletro, a jogar uns jogos que emitem uns sons de criançada. E dizem aqueles piadas que os meninos da escolinha dizem. E, mais uma vez, num contexto académico e comparando as licenciaturas e departamentos, digo, custosamente, e com um certo desvario de pensamento:

”eh pá... até estes gajos vão à nossa frente... eh pá...”



Já se faz tarde, e embora tenha ainda muito que dizer tenho que fechar o tasco.
Povo, quero desde já desejar um bom convívio e uma boa cachupada no Domingo, no qual não poderei estar presente, mas faço votos para que tudo corra pelo melhor.

Apelo a todos que comentem e discutam certas questões que poderei ter levantado com este poste, e que sejam mais criativos e edificadores neste belogue.

Apesar de tudo o que disse neste poste apraz-me estar neste país à beira mar plantado (por enquanto), pois é aqui que encontro estes meus estimados amigos que são vocês.



Um grande abraço,
Toni Silva

segunda-feira, maio 01, 2006

té louuugo...

meus amigos, té louuuugo... que tenhaides uma boa queima, com muitas bengaladas. vou competir convosco neste ponto... apontem o número de bengaladas dadas (e recebidas) que ainda vão ver que vos vou derrotar aos pontos... quer dizer, espero que aqui ninguem precise de ir levar pontos por causa das bengaladas. os pontos que me refiro são uma espécie de "score". na diversidade de pessoas envolvidas nas bengaladas de certeza não serei o mais pontuado (scorado) mas relativamente ao número total de bengaladas... é que vocês estão limitados pelos números ímpares, e ás vezes dar mais duas não é possível. imaginemos o número ímpar 99. dar mais uma bengalada pode ser possível, mas chegar aos 101... pois, isso não é para qualquer bengala (ou cartola...) a matemática favorece-me neste caso. afinal não é só a sorte que favorece ou protege os audazes (bold), a matemática também. para quem não sabe tomei uma iniciativa audaz de ir até a uma ilha grega daquelas com palmeiras e praias bacanas. isto é uma atitude de Hóme, audaz (bold). estimo-vos uma boa semaninha de aulas e uma queima em grande, sem excessos. não vi o cartaz da queima, mas axo que os excessos não vem, vem aquela gaja que tem o nome de vitamina C, disse-me a minha mãe.
pissoal curtão tótil, e espero que se divirtam também no bailarico do galo. aqui por favor mantenham a postura digna que é própria da irmandade e não deixem de dar o gozo que nos caracteriza.
portem-se bem e tomem conta uns dos outros.
espero que tudo me corra bem e que tudo vos corra bem...
aquele abraço irmãmente conhecido